Há uma guerra declarada entre o Ministério Público de São Paulo e o Ministério Público Federal. A queda de braço tem como pano de fundo a violência policial em uma manifestação em São Paulo e o caso dos 21 manifestantes que foram detidos com ajuda de um capitão do Exército supostamente infiltrado entre eles. Ambos os casos ocorreram no domingo, dia 4 de setembro, durante um protesto contra o presidente Michel Temer na cidade. O caso rendeu investigações por parte dos dois Ministérios Públicos. Mas, a promotoria paulista entrou com uma representação pedindo que o MPF seja impedido de prosseguir com a investigação sobre o caso e também sobre o uso desproporcional da força pela Polícia Militar naquele dia. Também a pedido do MPSP, os procuradores do MPF que apuravam o caso estão respondendo a um processo disciplinar.
(…)
Na época em que as detenções ocorreram, ao menos quatro processos investigatórios sobre a ação da polícia e a atuação do capitão supostamente infiltrado, Willian Pina Botelho, foram abertos: uma sindicância do Exército para apurar a atuação do capitão, um processo administrativo aberto pelo Ministério da Defesa, e mais duas investigações, uma encabeçada pelo Ministério Público Federal, e outra pelo Ministério Público de São Paulo. O Exército chegou a abrir uma sindicância para apurar a atuação do capitão Botelho no dia das detenções, mas deu o assunto por concluído em novembro – a reportagem pediu as conclusões da investigação via Lei de Acesso à Informação, mas o pedido foi negado em todas as instâncias.
O Fórum repudia uso de CAPTCHA para restrição de acesso automatizado aos diários oficiais
Prêmio Cadeado de Chumbo 2025 revela os campeões da falta de transparência no poder público
Em sua primeira edição, Prêmio Acesso Livre abre indicações
Consulta pública sobre governança e compartilhamento de dados está aberta até 22 de agosto
MGI retoma acesso a documentos no Transferegov após pressão por transparência
Carta aberta: organizações de Transparência são contrárias ao envio do PL para alterar a LAI ao Congresso
Às vésperas das eleições, CPFs de candidatos continuam sob sigilo indevido
TSE inclui sugestões do Fórum em resolução sobre condutas vedadas a agentes públicos durante eleições 2024
Rondônia impõe sigilo sobre atividades do governador e vice-governador do estado
Fórum apresenta sugestões ao TSE para evitar apagão de dados durante período eleitoral
Todo o nosso conteúdo pode ser publicado ou reutilizado de forma gratuita, exceto a maioria das fotografias, ilustrações e vídeos.