A família de um idoso de 76 anos tinha certeza de que ele não sobreviveria no sistema penitenciário porque precisa realizar mensalmente um procedimento chamado de sangria e, desde que foi preso, há quatro anos, só fez isso em 2016.
Por pouco, ele não se juntou aos 422 detentos mortos em 2015 por causas consideradas naturais, segundo a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária). Porém, para médicos, funcionários e defensores públicos ouvidos pela reportagem, mortes poderiam ter sido evitadas com melhores condições do cárcere.
Atualmente são 233,2 mil detentos em 164 unidades. Segundo dados obtidos com exclusividade pelo DIÁRIO por meio da Lei de Acesso à Informação, nos últimos dois anos 962 presos foram mortos em unidades prisionais do estado.
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