Nossa função não é dar dicas financeiras, mas, se você tá na pindaíba e manja de tecnologia, a luz no fim do túnel pode ser a caça por vulnerabilidades em softwares. Pode acreditar: assim que descobrir uma ou mais falhas, é possível vendê-las a empresas como a Zerodium, especializada no comércio de brechas desconhecidas pelos desenvolvedores do produto – as chamadas 0days –, por valores que podem chegar a US$ 1.5 milhão.
Tanta grana pode, porém, provocar uma crise de consciência: os bugs são, afinal, a matéria-prima para uma indústria de vigilância e monitoramento que serve a interesses escusos ao redor do mundo, incluindo o Brasil.
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Em resposta a um pedido feito via Lei de Acesso à Informação, a Polícia Federal respondeu que dados sobre o uso ou não de programas de monitoramento são informação sigilosa, já que descreveriam uma capacidade técnica da instituição. Após recurso, a PF afirmou que os documentos que responderiam a essas afirmações são classificados como secretos.
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