Com uma lista de 377 nomes de agentes que cometeram atos de violação aos direitos humanos, o relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV) completou no fim de semana dois anos sem que nenhum dos responsáveis citados tenha respondido pelos seus crimes.
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Documentos destruídos
Há três meses, a reportagem do Estado de Minas enviou, por meio da lei de acesso à informação, um pedido para pesquisar arquivos dos Centros de Informação e Inteligência do Comando do Exército, do Comando da Marinha e do Comando da Aeronáutica. As três instituições que compõe as Forças Armadas informaram ser impossível o acesso a tais documentos. “O Decreto 79.099, de 6 de janeiro de 1977, estabelecia que documentos sigilosos, bem como os seus eventuais Termos de Destruição, deveriam ser destruídos pela autoridade que os elaborasse ou pela autoridade que detivesse a sua custódia, após decorridos determinados prazos”, diz a resposta do Comando do Exército, que afirma que os documentos “se existiram, foram destruídos.”
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