Fonte: Ecopolítica (13.nov.2014) | Autor: Sergio Abranches
Ibama e INPE firmaram no dia 7 de novembro de 2014 um acordo de cooperação que “aumentará a efetividade das ações de combate ao desmatamento na Amazônia legal, facilitando a integração entre os órgãos”. Parece uma boa notícia, mas é puro factóide. Seria notícia relevante, se esse acordo fosse dos anos 1990 ou início dos anos 2000. Hoje, dez anos após a publicação do PPCDAM, o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia e nove anos após o DETER, o Sistema de Detecção de Desmatamento do INPE, começar a gerar dados mensais de desmatamento, é uma manobra para confundir a opinião pública e esconder graves retrocessos na política de combate ao desmatamento na Amazônia.
O combate ao desmatamento está cheio de problemas reais. Um deles certamente não é ausência de integração entre o INPE e o Ibama, objeto desse suposto acordo divulgado como se fosse algo relevante.
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Em abril de 2005, o DETER divulgou, pela primeira vez, dados de desmatamento para o período maio/junho daquele ano. Desde então, portanto ao longo dos últimos nove anos, o DETER divulgou esses dados mensalmente, às vezes bimestralmente.
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O que este acordo tenta escamotear é que os dados do novo DETER, que agora utilizará imagens de maior resolução, aproximando-se, em precisão, do PRODES, serão divulgados apenas trimestralmente, reduzindo a transparência e prejudicando a capacidade de ação imediata da mídia e do movimento ambientalista.
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