Pauliana da Silva Souza tinha 15 anos quando largou a escola e foi morar com o namorado, de 18, em uma casa de um bairro pobre do Recife. No ano seguinte, acabou engravidando. A adolescente que há pouco havia saído da infância tinha, a partir daí, a missão de cuidar de uma criança. O desafio mostrou-se ainda maior após o nascimento da pequena Ágatha, mais uma vítima da epidemia de microcefalia, que foi declarada emergência internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS) há exatamente um ano.
A emergência foi suspensa em novembro, mas, assim como Pauliana, 767 brasileiras com menos de 20 anos deram à luz crianças com a má-formação em apenas um ano, conforme dados inéditos do Ministério da Saúde obtidos pelo Estado por meio da Lei de Acesso à Informação.
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