Fonte: O Estado de S.Paulo (26.jul.2015) | Autor: André Borges
Longe do dia em que começará a produzir energia, a usina nuclear de Angra 3, em construção no Rio de Janeiro, já consumiu dos cofres públicos nada menos que R$ 1 bilhão – ou US$ 300 milhões – para bancar a manutenção e a preservação de parafernálias nucleares adquiridas ainda na década de 1980, quando a obra foi iniciada. Esse rombo financeiro, que há 30 anos é alimentado pela máquina pública, só tende a aumentar, conforme informações obtidas pelo ‘Estado’ com a Eletronuclear, por meio da Lei de Acesso à Informação.
Depois de ser paralisada em 1986, apenas dois anos depois de sua construção ter começado, Angra 3 viu seus canteiros de obra serem retomados em 2009 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O plano era concluir a usina, que já possuía grande parte de seus equipamentos e vinha dragando US$ 10 milhões por ano para manter as traquitanas nucleares em condições de uso. Lula prometeu colocar Angra 3 para funcionar até maio de 2014. Esse prazo, no entanto, logo voltaria a cair na vala comum dos adiamentos.
Apesar de todas as dificuldades do projeto, a Eletronuclear decidiu que era hora de vender às distribuidoras de energia os megawatts que seriam gerados a partir da fissão nuclear do urânio de Angra 3. Em um leilão realizado na semana do Natal de 2010, a estatal do grupo Eletrobrás fechou contrato com as empresas e se comprometeu a entregar energia a partir de janeiro de 2016, daqui a cinco meses.
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