Fraude olímpica

Fonte: piauí (24.11.2017) | Autoria: Rafael Moro Martins

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Via Lei de Acesso à Informação, a piauí obteve as relações de patrocínios feitos desde 2008 pelas maiores empresas estatais brasileiras (elas podem ser vistas aqui). Dos cofres de Caixa Econômica Federal, Correios, BNDES, Eletrobras, Petrobras e Petrobras Distribuidora saíram mais de 611 milhões de reais (em valores não corrigidos) em patrocínios para um rol de treze confederações, algumas delas com notórias suspeitas de irregularidades – Desportos Aquáticos (suspeita de desvios de, pelo menos, 40 milhões de reais), Basquete (inadimplência, mesmo tendo recebido recursos para pagar dívidas) e Ciclismo (suspeita de direcionamento de licitação), por exemplo.

O dinheiro entregue às confederações chega a um quarto de tudo o que Correios e BNDES aplicaram em patrocínios no período em todas as áreas, não somente no esporte – em alguns anos, chegaram a 70% do total, no caso da estatal que foi o estopim do mensalão. Analisadas ano a ano, as planilhas revelam que, quase sempre, os patrocínios a entidades esportivas são os mais dispendiosos do exercício.

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